Santa Maria (EUA)- Os promotores avançaram sem piedade contra o cantor Michael Jackson ontem, na alegação final do julgamento, descrevendo-o como um predador, que usava álcool e pornografia para seduzir crianças e levá-las ao seu ''mundo proibido'' de sexo e abuso, enquanto que a defesa chamou o acusador e sua família de mentirosos e artistas da trapaça. ''Este caso é sobre exploração e abuso de um sobrevivente de câncer de 13 anos pelas mãos de uma celebridade internacional'', disse o promotor Ron Zonen ao júri, que hoje dará início às deliberações buscando alcançar um veredicto.
Michael Jackson ''fazia com que as crianças confiassem nele para levá-las a seu dormitório, à sua cama'', disse Zonen, numa apresentação em que mostrou fotografias do jovem enquanto estava hospitalizado com câncer.
O cantor de 46 anos enfrenta dez acusações, incluindo abuso sexual de um menor, oferecimento de vinho com a intenção de seduzi-lo e conspiração para sequestrá-lo junto com sua família. Jackson nega as acusações, mas se for considerado culpado pode pegar uma pena de até 20 anos de prisão. Zonen considerou totalmente errado o argumento da defesa, que assegura que a família da suposta vítima pretende extorquir o cantor.
Já a defesa, que insiste que Michael Jackson é um 'homem-menino', que tentava viver sua infância perdida através dos jovens que convidava para seu rancho temático chamado Neverland, na Califórnia (sudoeste), também apresentou sua argumentação final ontem.

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