Sem petróleo do Iraque, situação pode se agravar
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terça-feira, 05 de junho de 2001
João Caminoto Agência Estado De Oxford, Inglaterra 
O diretor do Instituto de Estudos Energéticos da Universidade de Oxford, Roberto Mabro, disse ontem que caso o Iraque mantenha a suspensão das exportações de petróleo por um período superior a três meses, a situação poderá ficar crítica com uma forte elevação dos preços do produto. Se o governo iraquiano suspender a produção por apenas algumas semanas, não deveremos ter problemas sérios, mas se isso continuar por mais tempo a situação ficará grave, disse Mabro, que participa de um seminário sobre regulamentação do setor energético, produzido pelo Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Oxford.
O Iraque produz 2,1 milhões de barris por dia e a Arábia Saudita teria condições de elevar sua produção diária em, no máximo, 500 mil barris. Ou seja, a lacuna não seria coberta.
Mabro ressaltou que o governo iraquiano já suspendeu sua produção de petróleo várias vezes nos últimos meses, mas que desta vez parece mais determinado. Ele disse que o Iraque, se quiser, teria condições de manter a suspensão por um período longo. O Iraque mantém cerca de US$ 8 bilhões dos US$ 10 bilhões obtidos através da ONU, afirmou.
Mabro disse também que a recente alta do preço do petróleo foi causada pelos problemas nas refinarias nos Estados Unidos. É a mesma situação que ocorreu no ano passado: os estoques de óleo cru estão elevados mas o de óleo refinado são insuficientes.


