Riad - As forças de segurança sauditas mataram o chefe da rede terrorista Al-Qaeda na península arábica, Abdel Aziz Al-Muqrin, anunciou ontem o ministério do Interior da Arábia Saudita, um dia depois da decapitação do refém americano Paul Marshall Johnson.
  ‘‘Abdel Aziz bin Issa Al-Muqrin, dirigente do grupo Takfir (Takfir wal-Hijra) e de pessoas que colocam bombas’ e que publicou comunicados (reivindicando) assassinatos e seqüestros’’ é um dos quatro homens armados mortos em Riad na sexta-feira ao anoitecer, informou um representante do ministério do Interior.
  Os quatro foram cercados num posto de gasolina do bairro Al-Malaz, no centro de Riad, ‘‘pelas forças de segurança e ocorreu um violento tiroteio’’, quando tentavam desfazer-se do
corpo do americano, acrescentou a fonte.
  Este confronto ocorreu após o grupo dirigido por Al-Muqrin, a ‘‘Al-Qaeda na Península Arábica’’, ter anunciado que havia decapitado Johnson, de 49 anos, engenheiro da fabricante de aviões Lockeed Martin e que foi seqüestrado em 12 de junho em Riad.
  Doze pessoas suspeitas
de atividades terroristas
foram detidas durante esta operação, segundo o ministério.
  Al-Muqrin e seis companheiros, que circulavam em três automóveis, foram perseguidos pelas forças de segurança e, durante a ação, dois agentes de segurança morreram e dois islamitas conseguiram escapar, informaram alguns policiais.
  Dois dos milicianos mortos foram identificados como Faisal e Bandar Al-Dejil, irmãos sauditas que estão na lista dos 18 suspeitos mais procurados, de acordo com fontes das forças de segurança locais. Aparentemente o terceiro miliciano é Rakan Mohsen
Al-Sijan, que também está nesta lista.
  Um site islâmico utilizado habitualmente para divulgação de mensagens da Al-Qaeda divulgou pouco antes deste anúncio do ministério do Interior saudita
que Al-Muqrin estava vivo.
  Uma das imagens divulgadas nesta página na internet, que gerou horror no mundo inteiro, mostra a cabeça decapitada do americano colocada sobre seu corpo coberto de sangue. Outra foto exibe a cabeça decapitada do refém com uma faca junto a sua testa.
  ‘‘Os assassinos de Paul Johnson tentam intimidar a América. Tentam quebrar nossa vontade. Querem que nós nos recuemos’’, declarou o presidente americano George W. Bush em Fort Lewis, Washington. ‘‘Os Estados Unidos não vão retroceder, não será intimidado por este tipo de brutos extremistas’’, assegurou Bush. ‘‘Vamos perseguir essas pessoas e a apresentá-las à justiça antes que possam atacar outros americanos’’, acrescentou.
  O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, o senador John Kerry, declarou que é fundamental que o governo saudita coopere plenamente para
lutar contra o terrorismo.

Fallujah - Pelo menos 22 iraquianos morreram e outros oito foram feridos na manhã de ontem em um bairro de Fallujah, a oeste de Bagdá, em um ataque atribuído pelos moradores do local à aviação americana, informou uma
fonte médica.
  As fontes afirmaram que as vítimas ficaram presas sob os escombros depois que dois ataques de mísseis destruíram a casa na manhã de ontem. Parentes levaram 22 corpos para um cemitério depois da explosão, segundo as fontes.
  O Exército dos EUA não comentou sobre o incidente. Não há informações sobre o alvo do ataque aéreo. Já os moradores, que organizaram os funerais das vítimas, afirmaram que sepultaram 24 corpos, explicando que várias vítimas foram diretamente transportadas do local do ataque para o bairro de Jbail, na periferia sul de Fallujah.
  Militares dos EUA haviam afirmado que a pacificação de Fallujah, um das cidades iraquianas mais rebeldes, é crucial para a estabilização do Iraque, enquanto a ocupação dos EUA termina formalmente no dia 30 de junho e a soberania é entregue para
um novo governo interino iraquiano.
  Em abril, centenas de iraquianos foram mortos em duros combates entre militares americanos e guerrilhas em Fallujah, 50 km a oeste de Bagdá. Depois, um acordo de trégua colocou a segurança da cidade sob responsabilidade de uma força iraquiana.

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