Sem Menem na corrida presidencial, o establishment divide seu apoio entre outros candidatos. O raciocíno dos analistas é que com Menem participando, todos os grandes empresários ficam de seu lado. E não é à toa: o mapa do novo poder econômico na Argentina foi desenhado a partir das privatizações ordenadas por Menem.
Pelo momento, a estratégia de Duhalde é a de ficar no peronismo, e prepara-se para enfrentar Menem na convenção do partido, se for confirmada a pré-candidatura do presidente. Mas Duhalde não ficará de braços cruzados, esperando que o carisma e o poder de Menem liquidem suas posibilidades: o governador começará uma série de processos políticos contra o juiz Bustos Fierro. Duhalde não descarta processar os próprios juízes da Corte Suprema. E a ofensiva do governador não terminaria aí.
‘‘Teriam que ir presos’’, foi a frase do governador Duhalde sobre o que teria que acontecer com ‘‘os autores intelectuais e materiais dessa violação à Constituição’’. A declaração foi interpretada como um sinal de que se chegar ao poder, Duhalde não hesitaria em permitir um julgamento político de Menem.
O lançamento de Menem poderia ocorrer após a eleição provincial de Catamarca, no dia 21 de março. O candidato do PJ é Ramón Saadi, um velho aliado de Menem. (AP)

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