Sem doar fígado, condenado nos EUA é executado
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quarta-feira, 25 de maio de 2005
France Presse 
Chicago - Um condenado foi executado ontem nos Estados Unidos, logo após ver negado o pedido, encaminhado ao governador de Indiana (EUA), para que pudesse doar o fígado à irmã. Gregory Scott Johnson, 40 anos, morreu com injeção letal pouco depois da meia-noite local (2h de Brasília), informou o porta-voz do centro correcional de Indiana, Java Ahmed.
O governador do Estado, Mitch Daniels, disse ter negado o pedido de clemência após ouvir o conselho dos médicos, para os quais Johnson não era um doador compatível, pois estaria com excesso de peso e com hepatite B.
Johnson foi condenado à pena capital em 1986 por ter espancado até a morte uma idosa de 82 anos, durante um roubo e atear fogo à casa para ocultar o crime. Desde então estava no corredor da morte. ''Acreditei sinceramente na motivação de Johson ao fazer esta oferta'', disse Daniels em um comunicado prévio à execução.
No entanto, muitos médicos escreveram cartas dizendo que a irmã de Johnson, Debbie Otis, ficaria ''melhor após um processo de doação convencional'', acrescentou Daniels. Johnson chegou a esgotar todas as apelações depois de solicitar a um tribunal especial, em 16 de maio, que adiasse sua execução para que uma junta médica pudesse determinar se o seu fígado era compatível para o transplante.
A irmã de Johnson sofre de um tipo de hepatite não-alcoólica que acomete diabéticos. O transplante do irmão representaria uma grande oportunidade de salvá-la, disseram os médicos ao promotor encarregado do caso.
Mas os doutores consultados por Otis disseram na terça-feira ao governador que o procedimento pelo qual Johnson podia doar seu fígado era muito arriscado para Otis. Permitir que um prisioneiro condenado doe seus órgãos poderia violar o conteúdo avalizado pela Rede Unida de Doadores de Órgãos, acrescentaram os médicos consultados. O tribunal decidiu na sexta-feira, por 4 votos a 0 negar o pedido de clemência apresentado por Johnson.


