No primeiro caso deste tipo que se tem conhecimento, um casal teve vários embriões criados em laboratórios e escolheu um para produzir uma criança livre de doenças genéticas. O casal, Colorado, empregou testes genéticos para criar um bebê de proveta que tenha o tipo exato de células necessárias para realizar um transplante de sangue e salvar a vida de sua irmã.
O bebê, chamado Adam Nash, nasceu em Denver, em 29 de agosto. Médicos recolheram células de seu cordão umbilical e as inseriram no aparelho circulatório de sua irmã, Molly, na tentativa de combater um tipo raro de doença: a anemia de Franconi – que, se não for combatida, poderá levá-la à morte. Dentro de uma semana os médicos saberão se o processo teve êxito.
Médicos e especialistas em ética disseram que o transplante é um prenúncio promissor e preocupante do estágio a que os avanços científicos estarão levando a reprodução humana.
Especialistas afirmaram que, de um lado, no futuro, o poder da genética e da pesquisa com células de embriões levará a novos tratamentos de doenças incuráveis. No caso da doença de Molly, trata-se de uma deficiência hereditária da medula óssea, sempre fatal quando não há um transplante como o que ela recebeu do irmão.
Segundo o doutor Charles Strom, do Instituto de Reprodução Genética de Chicago, onde os testes genéticos foram feitos, a menina tem agora 85% de chance de ficar livre da doença.

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