Seis palestinos morreram ontem em uma nova escalada de violência que também deixou dezenas de feridos nos territórios onde o exército israelense continuava com suas incursões. Depois da morte na véspera de seis palestinos, três dos quais militantes da Fatah, movimento do presidente Yasser Arafat, e de um israelense, esta nova jornada violenta confirma a deterioração da situação desde o assassinato, na quarta-feira, do ministro israelense do turismo e líder de um partido de extrema direita, Rehavam Zeevi.
A região de Belém, sul da Cisjordânia, foi o principal foco da violência. Nela morreram três palestinos, entre os quais uma mulher, e 28 palestinos ficaram feridos por disparos do exército de Israel. Além disso, quatro israelenses, três deles militares, foram feridos por franco-atiradores palestinos.
Apesar da volta da violência, os dirigentes palestinos falaram de sua vontade de reiniciar o diálogo com Israel, mas com ''intervenção direta da comunidade internacional''.
O premier israelense, Ariel Sharon, decidiu enviar hoje aos Estados Unidos um de seus mais próximos assessores, Zalman Shoval, para examinar com autoridades do governo norte-americano ''possíveis soluções'' para o conflito israelense-palestino. Shoval indicou que as recentes declarações de Sharon aceitando a criação de um Estado palestino, sob condições em matéria de segurança, serão abordadas nessas conversações.

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