Seis meses após atentados, Paris espera recuperação do turismo
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sexta-feira, 13 de maio de 2016
France Presse 
Paris - Seis meses depois dos atentados de 13 de novembro em Paris, a baixa taxa de ocupação hoteleira, os restaurantes quase vazios e as lojas com poucos clientes são indícios de que os turistas ainda não voltaram à cidade mais visitada do mundo. A hotelaria parisiense ainda não conseguiu levantar a cabeça, golpeada em janeiro de 2015 pelos ataques contra a revista satírica "Charlie Hebdo" e um supermercado judeu, e em novembro pelo atentado contra a casa de shows Bataclan e outros locais de divertimento.
Abril foi o pior mês desde os ataques de novembro, afirmou a consultora MKG, especializada no setor. Existe "um desinteresse dos clientes que vinham por lazer e dos estrangeiros, que preferem o sul da Europa, além de um temor da abertura do calendário das férias escolares", explicou Vanguelis Panayotis, diretor de desenvolvimento da empresa.
Em abril, a taxa de ocupação hoteleira caiu 11 pontos, chegando a 70,4% em comparação com os 81,4% de um ano atrás. Para compensar, os hotéis baixaram os preços e no final do faturamento registraram uma queda de 19,6%, segundo o indicador RevPar, que mede o rendimento financeiro de hotéis. "Há pelo menos 15 anos não tínhamos uma queda tão brusca em Paris", assegurou Panayotis.
Phillipe Gauguier, da consultoria In Extenso, assinalou que a onda de atentados de março, em Bruxelas, também impactou negativamente a França.
Phillipe Leboeuf, diretor do hotel de luxo Mandarin Oriental, reconheceu que "as taxas de ocupação desde o início de 2016 têm sido mais baixas que o habitual (49% em janeiro e 40% em abril)", inclusive levando em conta que esses meses habitualmente têm menos atividades. E se mostrou pouco otimista a respeito das próximas semanas. "Os turistas estrangeiros não vêm, especialmente os japoneses e os chineses", acrescentou o executivo, que aumentou a oferta de passeios para promover Paris.
Segundo um estudo do escritório especializado ForwardKeys, publicado em março, o número de visitantes estrangeiros registrou baixa de 22% em relação a 2015.


