France PresseA secretária de Estado Madeleine Albright cumprimenta Bóris YeltsinMOSCOU - A Rússia precisa reformar e reforçar rapidamente sua bateria de mísseis estratégicos nucleares como resposta à expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para o Leste Europeu, afirmou ontem o primeiro-ministro Viktor Chernomyrdin durante encontro com chefes militares.
Momentos antes, a secretária de Estado americana, Madeleine Albright, havia tentado convencer sem êxito o presidente russo, Boris Yeltsin, sobre as ‘‘boas intenções’’ do plano da Otan.
‘‘Creio que conseguimos avanços importantes’’, disse ela ao final do encontro de mais de uma hora ocorrido no Kremlin, referindo-se à redação de um documento que poderia definir uma nova relação entre a Otan e a Rússia, fundamentada no fim da guerra fria.
Durante o encontro com Albright, Yeltsin estava com o rosto pálido e brilhante, aparentemente maquiado. Foi o primeiro encontro dele no Kremlin com uma alta autoridade ocidental desde que sofreu uma pneumonia dupla no mês passado. Suas reuniões este mês com o presidente francês, Jacques Chirac, e o ministro do Exterior alemão, Klaus Kinkel, ocorreram numa residência nos arredores de Moscou.
Os russos parece concordar com a necessidade de um novo tipo de relacionamento, mas continuam se opondo firmemente à idéia de expansão da aliança ocidental.
Yeltsin estava bem A secretária de Estado americana afirmou ter encontrado o presidente russo, Boris Yeltsin, ‘‘em plena posse de sua capacidade intelectual’’, durante o encontro de uma hora que ambos mantiveram ontem, no Kremlin.
‘‘Não era uma reunião preparada de antemão e sim uma discussão real, que mostrava sua capacidade mental e sua concentração’’, explicou a secretária de Estado aos jornalistas.
Yeltsin deu mostras de uma ‘‘mente ágil’’, que ‘‘sabia exatamente aonde queria ir’’, acrescentou Albright, assinalando que suas relações com Yeltsin, com quem se reuniu pela primeira vez, ‘‘tiveram um começo muito bom’’.

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