Segurança para a eleição na Colômbia terá 212 mil homens
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sexta-feira, 24 de maio de 2002
Das agências 
Bogotá Cerca de 212 mil soldados e policiais e membros do serviços secreto trabalharão em um plano de segurança desenhado pelo governo colombiano para a eleição presidencial de amanhã, ameaçada por ataques e intimidações das guerrilhas esquerdistas e dos paramilitares de ultradireita contra os candidatos e os eleitores. Com o nome de Plano Democracia, a Força Pública vigiará com 100 mil policiais, igual número de soldados e 12 mil membros do serviço secreto as 60.294 urnas de votação colocadas nos 1.098 municípios do país.
O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, reconheceu quinta-feira, no entanto, que as eleições deixarão de ser realizadas em 6 ou 7% do território nacional, principalmente nos povoados e zonas de influência das guerrilhas das Farc e ELN, e dos paramilitares de ultradireita, e aonde, segundo as autoridades, os grupos armados ilegais promoveram o não-voto.
Os grupos insurgentes pediram o não-voto e eu, como presidente da Colômbia, faço o contrário, pedindo o voto. Vamos sair para derrotar os dissidentes com votos, não com balas. Por isso convido os colombianos a participar em massa, afirmou o chefe de estado.
Segundo fontes militares, helicópteros de artilharia do Exército e a Força Aérea Colombiana (FAC) estão sobrevoando desde ontem, dia e noite, as principais cidades do país, enquanto aviões de guerra e o chamado fantasma realizarão trabalhos de reconhecimento e vigilância nas regiões mais afastadas e onde não chegariam as tropas.
Também será intensificado o patrulhamento terrestre e aéreo nas principais estradas do país, assim como em vias que conduzem a municípios localizados em zonas de conflito, com a finalidade de evitar possíveis sequestros em massa, segundo as mesmas fontes militares.
A Colômbia realizará o primeiros turno das eleições domingo. Caso nenhum candidato alcance 50% mais um voto, a votação vai para o segundo turno, marcado para 16 de junho.
Terror Três guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) que deixaram dois carros-bomba no estado de Norte de Santander foram mortos por tropas do Exército. Em outra ação, praticada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no estado de Bolívar, foi destruída uma subestação de eletricidade que deixou seis municípios sem energia, informaram fontes militares.
Os guerrilheiros do ELN incendiaram um ônibus depois de retirar seus passageiros em uma estrada. Segundo fontes militares, tropas de um batalhão especializado foram ao local e enfrentaram os guerrilheiros. Três rebeldes foram mortos.


