Polícia isolou área onde ocorreu a explosão; região é frequentada por turistas
Polícia isolou área onde ocorreu a explosão; região é frequentada por turistas | Foto: Stephanie Keith/Getty Images/AFP



Nova York - As autoridades de Nova York ampliaram as medidas de segurança em toda a cidade após uma explosão no bairro de Chelsea deixar 29 feridos na noite de sábado (17). A segurança foi ampliada nas estações ferroviárias, nos aeroportos, nas linhas de metrô e de ônibus, informou o chefe de Polícia, James O'Neill.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, explicou que um contingente extra de dez mil agentes de segurança irá patrulhar as ruas da cidade nos próximos dias. "Vamos encontrar quem fez isso e eles serão levados à Justiça", disse, acrescentando que se trata de um ato de terror, mas que não existem provas de ligação com grupos internacionais. O prefeito da cidade, Bill De Blasio, por sua vez, pediu para que a população esteja "vigilante" e que qualquer pista sobre a autoria do crime seja entregue à Polícia.

Investigações preliminares indicam que o artefato teria explodido dentro ou nas proximidades de uma lixeira em Chelsea, no coração de Manhattan. Os 29 feridos tiveram alta neste domingo.
Horas mais tarde, foi encontrada um segunda bomba caseira – uma panela de pressão ligada a um celular por alguns fios – ainda em Chelsea, a poucos quarteirões da primeira explosão.

A região da explosão é muito frequentada por turistas e tem muitos restaurantes. A artista plástica brasileira Panmela Castro, por exemplo, havia saído pouco antes da explosão da Lehmann Maupin Gallery, na rua 22, onde está montada a exposição "Silence of the Music", dos irmãos brasileiros Gustavo e Otavio Pandolfo, Osgemeos. "Quando explodiu eu já estava na 5ª avenida", disse Panmela numa rede social para tranquilizar os amigos

A explosão, descrita por um vizinho como "ensurdecedora", aconteceu do lado de fora de uma associação que fornece habitação, formação e outros serviços para cegos. Centenas de pessoas foram vistas correndo. A polícia isolou a área. "Foi realmente alto. Meu menino de 10 anos estava sentado no banco de trás do carro e a explosão soprou pela janela de trás", disse Tsi Tsi Mallett, que estava no seu carro quando a explosão aconteceu. A criança não se feriu.

O ataque aconteceu dois dias antes do encontro de líderes mundiais em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, que contará com um adicional de mais de mil agentes de segurança.
A explosão reavivou os temores de um ataque extremista, a apenas uma semana das comemorações pelos 15 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas, que causaram cerca de três mil mortes.

MINNESOTA
Em Minnesota, um homem também cometeu um ataque no sábado, com arma branca, ferindo oito pessoas no centro comercial. Mas as autoridades descartaram que esse atentado esteja relacionado com a explosão em Nova York. Blair Anderson, chefe da polícia de St. Cloud, em Minnesota, confirmou que o agressor teria perguntado se as vítimas eram muçulmanas antes de esfaqueá-las.

A agência Amaq, órgão de propaganda do grupo EI, anunciou neste domingo que o autor do ataque "era um soldado do Estado Islâmico, que respondeu aos chamados para tomar como alvos os cidadãos dos países-membros da coalizão dos cruzados". O FBI afirmou que esse ataque é investigado como um "potencial ato de terrorismo", embora reconheça que não se saiba muito sobre um possível vínculo internacional do agressor, que foi abatido.

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