O grupo Kaiser Permanente, maior dos EUA no setor de seguro-saúde, informou ontem que vai excluir o Viagra, da Pfizer, de sua cobertura na renovação dos contratos de benefícios com seus clientes. Em comunicado divulgado na Califórnia, a organizacão afirma que não quer embutir o custo do Viagra em tarifas mais altas para todos. Nos novos contratos, a Kaiser vai oferecer aos grandes clientes a escolha de cobertura adicional para incluir o Viagra e outros medicamentos para disfunções sexuais.
Segundo a Kaiser, a cobertura nacional de 10 pílulas do Viagra por mês para 9,1 milhões de homens afetados pela impotência custaria pelo menos US$ 100 milhões por ano. Em 1997, a Kaiser gastou US$ 59 milhões na cobertura de todos os medicamentos antivírus, inclusive HIV.
A companhia disse que continuará cobrindo todas as despesas médicas referentes à avaliação e tratamento de disfunções sexuais, com exceção dos farmacêuticos. O Viagra é um dos remédios mais vendidos nos EUA, respondendo por cerca de 90% do mercado.

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