Em um dia marcado por manifestações violentas em vários pontos do continente, a mais grave ocorrência teve lugar em Lima, no Peru, onde soldados e policiais dispersaram com tiros para o ar e bombas de gás lacrimogêneo uma manifestação envolvendo milhares de trabalhadores que culminou com a invasão sem precedentes do pátio do Palácio de Governo em Lima.
A passeata com cerca de sete mil manifestantes, incluindo operários, professores, aposentados e estudantes universitários, seguiu sobre a Praça Maior de Lima e após romper os cordões da polícia, que mostrou certa passividade, chegou ao Palácio de Governo, onde as grades cederam à pressão dos manifestantes.
France PresseEquadorManifestantes com máscaras contra gás enfrentam a polícia em Quito: contra as duras medidas econômicasDentro do pátio do Palácio, os manifestantes se apossaram de munição, cartucheiras, sabres e uniformes da guarda de honra da presidência, segundo revelaram fontes oficiais.
Alguns observadores estranharam a facilidade com que os manifestantes chegaram ao Palácio de Governo, já que a manifestação estava programada há várias semanas.
No momento dos protestos, o presidente Alberto Fujimori ocupava o gabinete presidencial e chegou a observar da janela os distúrbios na Praça Maior, revelou uma fonte do governo.
Do pátio do Palácio, os manifestantes quebraram várias vidraças da parte frontal da sede do Executivo atirando paus e pedras em meio aos gritos de ‘‘abaixo a ditadura, ‘‘o medo acabou’’ e ‘‘não à reeleição’’.
France PressHondurasProfessores também usam o fogo para protestar em Tegucigalpa: exigindo melhores condições para o ensinoA polícia de choque posicionou-se na parte superior do Palácio para lançar bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão no pátio, que foi finalmente desocupado.
Estudantes e professores lançaram paus e pedras contra a sede do prédio do Legislativo, ao lado do palácio do governo. e também puseram fogos em pneus diante do Tribunal de Justiça de Lima.
Não houve informações sobre pessoas feridas nem a respeito de manifestantes detidos.
Economia No Equador, os protestos se realizaram contra a política econômica do Governo, especialmente a alta de preços nos combustíveis e na energia elétrica. Com os rostos pintados e usando máscaras contragases para se proteger da ação policial, os manifestantes chegaram a afrontar os policiais. Entretanto, não houve o registro de incidentes entre as partes. Todavia, o clima de tensão persistiu, até porque os protestos vem se sucedendo tanto na Capital do Equador como em várias cidades importantes, deixando clara a insatisfação popular em relação à situação econômica que o país vive.
Professores Em Tegucigalpa, Capital de Honduras, o protesto era dos professores que exigem melhores condições para o ensino.France PressePeruDiante do Palácio de Justiça, em Lima, manifestantes ateiam fogo em pneus: polícia fica passiva diante da invasãoFrance Presse

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