Secretário de Defesa dos EUA diz que tropas estão prontas
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
BBC Brasil 
Em entrevista à BBC, o secretário americano de Defesa, Chuck Hagel disse que as forças armadas dos Estados Unidos estão prontas para um ataque à Síria caso a ordem para o início da operação militar seja dada pelo presidente Barack Obama.
Hagel disse que o equipamento militar necessário a um ataque já está posicionado.
O secretário de Defesa reforçou as declarações do secretário de Estado, John Kerry, de que está cada vez mais claro que o governo sírio está por trás do ataque com armas químicas realizado na semana passada, mas acrescentou que os Estados Unidos vão aguardar até que os fatos sejam confirmados, com a conclusão dos trabalhos de inteligência.
"Esta claro que armas químicas foram usadas e acho que a inteligência vai concluir que foi o governo que as lançou", disse.
Os EUA disseram que há provas "irrefutáveis" de que houve um ataque químico no país.
Inspetores na ONU estão em Damasco, mas foram obrigados a suspender até esta quarta-feira as investigações iniciadas na segunda-feira, por questões de segurança - o comboio do grupo foi atingido por franco-atiradores.
'Prudência'
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, interrompeu suas férias e convocou extraordinariamente o parlamento, que se encontra em recesso, para uma reunião de emergência na quinta-feira para discutir uma possível resposta aos "ataques químicos" ocorridos na Síria.
Um porta-voz do premiê britânico disse que a Grã-Bretanha está fazendo planos de contingência para uma ação militar na Síria.
Na segunda-feira, o chanceler britânico, William Hague, disse ser possível um ataque militar à Síria mesmo sem aprovação unânime do Conselho de Segurança da ONU.
O porta-voz da chancelaria russa, Alexander Lukashevich, pediu à comunidade internacional "prudência" quanto à crise e respeito à lei internacional.
"Tentativas de desconsiderar o Conselho de Segurança mais uma vez criando desculpas artificiais sem embasamento para uma intervenção militar na região vão produzir mais sofrimento na Síria e consequências catastróficas para outros países do Oriente Médio e Norte da África", ele disse num comunicado.
A Rússia e a China reforçaram nesta terça-feira seus alertas contra uma intervenção militar na Síria, e Moscou disse que a ação teria consequências catastróficas para a região.
A declaração do governo russo foi feita horas antes do ministro do chanceler da Síria, Walid Muallem, ter negado com veemência que o governo sírio tenha usado armas químicas, causando a morte de centenas de civis, de acordo com denúncias feitas na semana passada.


