Secretário de Defesa busca apoio em Omã
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de outubro de 2001
Jim Mannion<br> France Presse<br> De Mascate, Omã 
O secretário norte-americano de Defesa, Donald Rumsfeld, chegou ontem a Omã, aliado estratégico dos Estados Unidos, continuando um giro destinado a consolidar o apoio à campanha antiterrotista que seu país está realizando. Depois de chegar ao aeroporto de Mascate, Rumsfeld viajou de helicóptero para se reunir com o sultão Qabus em um acampamento no deserto, onde o soberano está de passagem.
Omã, que fica em frente ao Paquistão, fronteira com o Afeganistão, considerado um alvo potencial da resposta militar norte-americana aos atentados de 11 de setembro, denunciou os sangrentos atentados à Nova York e Washington, mas não se pronunciou sobre a coalizão antiterrorista.
Este país, que também controla o acesso estratégico próximo a Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico, foi um fiel aliado dos Estados Unidos durante as crises anteriores na região.
Um alto responsável norte-americano classificou de ''excelente'' a cooperação de Omã logo depois dos atentados de 11 de setembro, acrescentando que Rumsfeld não o foi visitar com uma lista de pedidos, senão para consultar ''um amigo importante''.
Um porta-voz do ministério omani da Defesa minimizou a presença em Omã de tropas norte-americanas, assim como de 23.000 militares britânicos, que participam de manobras conjuntas com o sultanato. ''Toda presença militar norte-americana nas instalações omanis acontece devido ao acordo firmado entre os governos em 1980'', sustentou. Este porta-voz também assinalou que as manobras omano-britânicas, Swift II, que mobilizam 38.000 militares no total, foram programadas há três anos.
No entanto, o ministério britânico da Defesa não excluiu que suas tropas, cujo envio a Omã é o mais importante no estrangeiro desde meados dos anos 80, sejam utilizadas em caso de operações norte-americanas contra o Afeganistão.
OtanA Otan aprovou, ontem, uma série de oito medidas para ''ajudar os Estados Unidos'' em sua possível ação militar depois dos atentados de 11 de setembro, anunciou o secretário-geral da Otan, George Robertson.
A Organização aprovou a lista de pedidos de ajuda apresentada pelos Estados Unidos para uma possível ação militar, indicaram fontes diplomática da Aliança.
A lista americana inclui oito pontos: a proteção das posições norte-americanas e aliadas, o direito a sobrevoar seu espaço aéreo, uma cooperação entre os serviços de inteligência, a utilização de portos e aeroportos, a substituição de tropas americanas que poderão ser retiradas dos Bálcãs, a mobilização de embarcações no Mediterrâneo, e a utilização de 17 aviões de controle AWACS, que pertencem coletivamente aos Aliados, segundo fontes da Otan.


