O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, começou ontem, na Líbia, uma missão que se prenuncia difícil para convencer o coronel Muammar Kadhafi a aceitar um acordo sobre o caso Lockerbie. Antes de seu encontro com o dirigente líbio, Annan declarou ontem de manhã que espera ‘‘discussões muito difíceis’’. ‘‘Manifestamente, será uma conversação muito difícil, é um problema que persiste há dez anos’’, declarou a um grupo de jornalistas a bordo do avião em que viajou da ilha de Djerba (Sul da Tunísia) para Trípoli.
Depois de uma rápida escala na capital líbia, Annan viajou para Sirte, na costa Leste líbia, onde se encontrou com o chefe da revolução nacional.
Entretanto, os meios de comunicação líbios continuaram sem mencionar a visita do secretário geral da ONU.
‘‘Espero que durante meu encontro com o coronel Kadhafi possamos chegar a um acordo que seja satisfatório para todas as partes’’, declarou Annan. Mas descartou a possibilidade de negociar com o dirigente líbio a extradição para a Holanda, para julgamento, dos dois suspeitos do atentado contra um avião norte-americano da PanAm em dezembro de 1988. ‘‘Minha intenção não é de negociar e sim de conversar, esclarecer e persuadir’’, afirmou Annan.

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