São Paulo- Após uma série de recentes desvios de conduta de oficiais de alta patente, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, ordenou ao Pentágono uma revisão do treinamento ético, além de propostas para evitar problemas semelhantes.
Embora a diretiva tenha sido divulgada ontem, enquanto Panetta visitava a Tailândia, as fontes oficiais afirmam que o secretário já trabalhava na revisão há algum tempo e que esta não tem relação com o escândalo da CIA que veio à tona no último dia 9 e provocou a renúncia do diretor da CIA, David Petraeus.
''Enfatizo fortemente que o secretário embarcou nesse projeto muito antes dos problemas que vieram à tona na última semana'', disse o secretário de imprensa do Pentágono, George Little.
Petraeus se afastou do serviço de inteligência após ter vindo à tona um caso extraconjugal que mantinha com sua biógrafa, Paula Broadwell. O escândalo também envolve o chefe de operações do país no Afeganistão, Joh Allen.
O adultério é considerado crime militar nos EUA. No caso da CIA, a questão é tratada como perigo para a segurança nacional, já que torna o adúltero um alvo fácil para chantagens.
Comandantes sob ataque
As Forças Armadas americanas têm sido palco de diversas investigações criminais envolvendo oficiais de alta patente. Um comandante da 82 Divisão de Paraquedismo foi afastado em maio e está sendo incriminado por suspeita de violência sexual e adultério com cinco mulheres.
No mês passado, o comandante de uma divisão de combate aéreo foi afastado por ''julgamento de liderança inapropriado'' e se encontra sob investigação pelo inspetor-geral da Marinha.
Um outro inspetor-geral puniu administrativamente um comandante da Agência de Defesa Antimísseis por criar um ambiente de trabalho insuportável. Seu estilo foi descrito como ''gerenciamento por maçarico e alicates''.

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