A secretária de Estado americana, Madeleine Albright, que iniciou ontem uma visita de dois dias aos Balcãs, confrontou abertamente o presidente croata, Franjo Tudjman, ao afirmar que o país ‘‘ainda não está suficientemente democratizado’’ para integrar a comunidade de países europeus.
Segundo a secretária, Washington tem grandes preocupações ‘‘sobre o estado da democracia na Croácia’’. Mais tarde, ela voou para a Bósnia, onde, na cidade sérvia de Bijeljina, ofereceu apoio aberto aos candidatos pró-ocidentais que vão enfrentar-se com candidatos radicais nas eleições nacionais de 12 e 13 de setembro.
Em uma conferência conjunta em Zagreb, com Tudjman, a secretária admitiu que existem ‘‘diferenças’’ de Washington com a Croácia em seu relacionamento protecionista com os bósnio-croatas, superados em número pelos muçulmanos e pelos sérvios no Estado bósnio.
‘‘Acreditamos ser muito importante para os bósnio-croatas serem capazes de agir independentemente e serem parte de seu país, de tal forma que possam contribuir para o desenvolvimento da Bósnia em si’’, afirmou. Tudjaman rejeitou as afirmações de Albright. ‘‘O principal problema na cooperação entre os EUA e a Croácia é o problema da Bósnia’’, afirmou ele, acrescentando ser ‘‘inaceitável’’ qualquer tentativa de ‘‘revisar silenciosamente’’ o acordo de Dayton, que pôs fim à guerra da Bósnia.
O líder croata também refutou acusações de que seu governo fosse antidemocrático, afirmando que a muito criticada televisão estatal sob controle do governo apenas refletia a formação do parlamento eleito pelo povo. Albright também saudou a Croácia, por estar tomando medidas para beneficiar a minoria sérvia da população, mas ressaltou que Washington ainda estava preocupado com o êxodo sérvio.

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