'Se EUA invadirem Venezuela começarão guerra de 100 anos'
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sexta-feira, 04 de novembro de 2005
France Presse 
Mar del Plata (Argentina) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, advertiu ontem que se os Estados Unidos invadirem seu país começarão uma guerra de 100 anos.
Chávez discursou para cerca de 40 mil pessoas durante um ato no estádio em Mar del Plata, cidade onde também está presente o americano George W. Bush. ''Os Estados Unidos têm planos para invadir a Venezuela. Se o imperialismo decidir invadir a Venezuela, começará uma guerra de 100 anos'', ressaltou Chávez, recebendo aplausos de Diego Maradona e da multidão que compareceu ao ato em repúdio à presença de Bush na Cúpula das Américas.
Sob uma chuva intensa, que afastou parte do grande público, o presidente venezuelano não poupou críticas ao projeto apoiado pelos Estados Unidos da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), um dos temas centrais em discussão no encontro presidencial.
''ALCA, ALCA, o caralho'', disse Chávez, uma frase que Maradona, sentado na arquibancada próximo ao líder da oposição boliviana Evo Morales, aplaudiu intensamente.
''Cada um de nós deve levar uma pá porque em Mar del Plata está o túmulo da ALCA'', insistiu o líder venezuelano.
Maradona, de 45 anos, se manteve atento durante as duas horas e meia de discurso de Chávez, que confessou ser um ''um admirador'' de Eva Perón e citou até uma frase da carismática mulher do ex-presidente argentino Juan Perón: ''A pátria será livre ou a bandeira flamejará sobre suas ruínas''.
O presidente venezuelano afirmou que é preciso não apenas ''enterrar'' a ALCA, como também ''enterrar o capitalismo para parir o socialismo do século 21''.
Ao surgir no amplo espaço, decorado com um enorme mural do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto 'Che' Guevara, Maradona deu um grande abraço em Hebe de Bonafini, a líder do grupo humanitário Mães da Praça de Maio. O ato encerrou três dias de encontros entre 8.900 delegados de 34 países que participaram da 'cúpula paralela'.


