São Paulo- A Justiça britânica começa a julgar ontem a Scotland Yard (Polícia Metropolitana) pela morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, 27, que foi morto por policiais ingleses, que o confundiram com um terrorista em 2005 no metrô de Londres.
A Polícia Metropolitana diz ser inocente das acusações de ''violação de regras de saúde e segurança do público'' na operação que matou Jean Charles com sete tiros na cabeça.
Segundo a acusação, o corpo policial violou durante a operação a norma 1974, que obriga as forças de ordem a ''zelar pela integridade inclusive de quem não é seu funcionário''.
Em 2006, a Justiça do Reino Unido decidiu exonerar os agentes envolvidos e processar a toda a instituição no conjunto por crime contra a Lei de Segurança e Higiene no Trabalho.
A decisão de julgar a polícia londrina pela violação de regras de saúde e segurança do público foi tomada pela Promotoria britânica com base em um relatório preparado pela Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês).
O julgamento, realizado no tribunal penal de Old Bailey, pode durar seis semanas.
A promotora Clare Montgomery disse ao júri que a morte foi resultado de uma operação ''planejada à pressas''. ''O erro resultou de uma série de falhas na elaboração de uma operação que fosse segura e razoável'', disse ela. ''A ação foi tão mal planejada que a população foi colocada em risco, e Jean Charles de Menezes foi morto por engano''.
Menezes foi morto a tiros em 22 de julho de 2005 ano por agentes da brigada antiterrorista da Scotland Yard na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres.

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