Saudita é preso por defender mulheres ao volante
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Agência Estado 
Ativistas afirmaram que autoridades sauditas detiveram o colunista Tariq al-Mubarak, que apoia o fim a proibição para que mulheres dirijam automóveis no país.
Segundo as fontes, que falaram em condição de anonimato, o escritor foi convocado por investigadores da capital do país no final de semana a respeito do roubo de um carro. Porém, ao chegar no departamento de investigações criminais do Ministério do Interior, no último domingo (27), ele foi interrogado sobre o papel na campanha que pede que as mulheres tenham permissão para dirigir no reino.
As fontes ainda afirmara que quando os amigos de al-Mubarak foram informados que poderiam buscá-lo no departamento, também foram detidos por várias horas e interrogados sobre as atividades de campanha.
O grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) e ativistas que conhecem al-Mubarak afirmam que ele continua detido e sem acesso a um advogado. O HRW, cuja sede é em Nova York, pediu a imediata libertação do colunista e que as autoridades "parem de perseguir e tentar intimidar ativistas e mulheres que desafiam a proibição de dirigir".
Não foi possível entrar em contado com o porta-voz do Ministério do Interior, Mansour al-Turki, para que ele falasse sobre o assunto.
Em coluna publicada no diário pan-árabe Asharq al-Awsat no dia da detenção, al-Mubarak disse que extremistas intimidavam pessoas que queriam exercer seus direitos. Ele, que também trabalha como professor, faz parte do grupo central de ativistas que pede que as mulheres tenham o direito de dirigir na Arábia Saudita.
Cerca de 60 mulheres afirmaram que foram para trás dos volantes no último sábado (26) para protestar contra a proibição. O grupo que coordenou a campanha diz que as atividades continuam. Os ativistas também disseram que têm sido seguidos nos últimos dias e esperam ser detidos. Eles prepararam planos de contingência e números de emergência para jornalistas e integrantes de organizações de direitos humanos entrarem em contato no caso de prisão.
Pelo menos duas mulheres foram multadas recentemente pela polícia por dirigir no país. Samia El-Moslimany disse que recebeu uma multa de US$ 135 por dirigir na Arábia Saudita, embora tenha carteira de habilitação norte-americana.


