O muçulmano Osama Bin Laden, a quem os Estados Unidos consideram o principal suspeito de ter organizado os atentados contra Nova York e Washington, e cuja entrega ''imediata e incondicional'' foi exigida pela ONU ao regime taleban, é sem dúvida o homem mais procurado do planeta.
Quem admite querer fazer dos Estados Unidos ''a sombra de si mesmo'', é desde 1996 ''hóspede'' do regime taleban no poder em Cabul. Este reconfirmou seu apoio na quarta-feira.
Bin Laden, de 44 anos, 12º filho (de 58) de um magnata saudita do setor de construção e próximo à família real, representa há quase uma década um desafio para os serviços de informação ocidentais.
Alto e muito magro, sempre com o turbante tradicional na cabeça, é procurado pela Justiça dos Estados Unidos pelos atentados contra as embaixadas americanas em Nairobi e Dar es Salaam. Estes ataques causaram 224 mortes e deixaram milhares de feridos em 1998.
Suspeita-se também que Bin Laden foi o mentor de um ataque com explosivos contra o destrutor americano ''USS Cole'' no porto de Adén, em Iêmen, no qual morreram 17 marines em outubro 2000.
Bin Laden passou a se relacionar com grupos islamistas a partir de 1973. Desde 1979, depois da invasão soviética ao Afeganistão, viajou para este país, onde arma e financia a viagem de voluntários dos países árabes, milhares, segundo ele.
Nesta época, lutou contra o invasor soviético com ajuda da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA). Em 1991, quando explodiu a Guerra do Golfo, Bin Laden declarou ''Guerra Santa'' contra os Estados Unidos, o qual acusa de ter ocupado sua pátria, a Arábia Saudita. A partir de então, passou a ser considerado um dos maiores inimigos dos norte-americanos que porém não o conseguiram apanhar até agora.

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