Saúde infantil piora em uma década
Deutsche Presse
De Nova York
Apesar do êxito da campanha mundial pela erradicação da pólio, a saúde das crianças é mais precária do que há uma década, afirma um relatório do Unicef, que será divulgado hoje em Nova York. Segundo o informe O Progresso das Nações de 1999, no ano passado houve apenas seis mil casos de poliomielite no mundo contra 35 mil registrados há dez anos. A melhoria da situação se deveu as campanhas de vacinação em massa. A doença será declarada erradicada três anos depois que o último caso seja registrado e permitirá uma economia de 1,5 bilhão de dólares.
Enquanto a pólio diminui muitas outras enfermidades se multiplicam entre a população infantil do Terceiro Mundo, principalmente a aids. A situação da África subsaariana é desesperadora, diz a Unicef, lembrando que os países da região gastam mais com o pagamento de sua dívida externa, que chega a US$ 200 bilhões, do que em saúde e educação de suas 306 milhões de crianças.
O endividamente da América Latina chegava a US$ 608 bilhões em 1995 e países como o Brasil destinavam nesse ano nove por cento de seus gastos com serviços básicos enquanto 20 por cento eram usados para pagar a dívida externa.
Segundo a Unicef, há cerca de 16 mil pessoas infectadas a cada dia no mundo com o vírus HIV e existem 8,2 milhões de órfãos devido a essa doença, 1,1 milhão deles em Uganda e 700 mil na Etiópia. Os jovens entre 15 e 19 anos são a população de maior risco para o contágio da aids, especialmente nos países africanos. Nas estatísticas do informe, o Brasil figura com um por cento de seus adolescentes infectados pelo HIV.





