Satélite espião gera preocupação ambiental
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
France Presse 
Washington Um satélite espião americano, que deve cair sobre a Terra nas próximas semanas, está gerando preocupações sobre a possibilidade de contaminação da atmosfera no local do impacto. O receio vem aumentando principalmente devido ao segredo absoluto que sempre rodeou esse programa.
O Pentágono confirmou ontem que o satélite estava a ponto de abandonar sua órbita. O Departamento de Defesa está seguindo atentamente a situa-ção, informou a tenente-coronel Karem Finn. A oficial recusou-se a comentar a suspeita de que o satélite contém substâncias tóxicas, mencionada pela imprensa americana, nem disse de que tipo de satélite se tratava. O governo também não informou nenhuma data prevista para a queda o artefato.
Os Estados Unidos contam com uma rede de satélites espiões que permite realizar ataques, lançados do espaço, com precisão de centímetros. As características destes aparelhos, que podem custar mais de um bilhão de dólares, constituem segredo de Estado.
Para atender as necessidades militares, os satélites espiões precisam de uma reserva de energia mais poderosa do que a dos demais aparelhos que orbitam o planeta. Por isso, alguns especialistas afirmam que eles teriam de ser abastecidos com energia nuclear ou hidrazina, uma substância química altamente tóxica.
Em janeiro de 1978, um satélite espião soviético (Cosmos 954), movido por um reator nuclear, caiu em uma imensa área desértica no norte do Canadá. Muitos satélites saíram de suas órbitas no passado e caíram sem causar danos. Nós planejamos todas as opções disponíveis para mitigar eventuais danos que sua queda possa causar, afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe.


