Paris- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, apresentou como objetivos nesta segunda-feira reduzir a pobreza na França ''em pelo menos um terço em cinco anos'' e fazer com que a imigração econômica represente 50% do fluxo total de ingressos no país.
O mandatário citou essas metas em cartas dirigidas a Martin Hirsch, Alto Comissário para a Solidaridad Ativa contra a Pobreza, e Brice Hortefeux, ministro da Imigração, divulgadas pelo palácio do governo.
Segundo o chefe de Estado, ''sete milhões de pessoas, entre elas dois milhões de crianças, vivem na França abaixo do umbral da pobreza''.
Ante esta situação, Sarkozy considerou que só ''nos impondo objetivos cifrados e obrigações de resultados, nos mobilizaremos suficientemente para reduzir realmente a pobreza''.
Já na carta a Hortefeux - também assinada pelo primeiro-ministro, Francois Fillon -, o chefe do Estado assinalou que ''a cada ano serão fixados limites de imigração segundo os diferentes motivos apresentados''.
''A pretensão é a de que a imigração econômica represente 50% do fluxo total de ingressos no país para uma permanência longa'', acrescentou.
A França ''deve acolher estrangeiros aos quais possa dar trabalho, que necessitem de formação no país ou que respondem a nossas necessidades econômicas'', especificou Sarkozy.
ImigraçãoO presidente, que defende uma política de imigração ''selecionada'', explicou que a França deve se inspirar em outros países como Canadá ou Grã-Bretanha, ''que examinam as candidaturas dos imigrantes segundo alguns critérios, incluindo a origem geográfica, e determinam, em consequência, prioridades''.
Hortefeux, ministro da Imigração, Integração , Identidade Nacional e Desenvolvimento apresentou na semana passada ao conselho de ministros um projeto de lei em matéria de imigração que, entre outras medidas, endurece as atuais condições para o reagrupamento em solo francês de familiares de imigrantes.

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