Sarkozy evoca na posse jovem mártir comunista
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quarta-feira, 16 de maio de 2007
Folhapress 
São Paulo- Nicolas Sarkozy, 52, surpreendeu ontem os franceses ao afirmar, durante as cerimônias de sua posse como presidente da República, que pediria ao próximo ministro da Educação que tornasse obrigatória a leitura anual, nas escolas, da carta de despedida do jovem comunista Guy Môquet, fuzilado por militares nazistas, em outubro de 1941. A afirmação foi feita durante cerimônia em homenagem aos mártires da Resistência durante a Segunda Guerra Mundial.
Em breve discurso, Sarkozy -eleito por uma coligação de direita, da qual os comunistas foram fortes adversários- qualificou Môquet de ''um dos resistentes para os quais a França era mais valiosa que seu partido ou sua religião''.
Ao final da posse, Sarkozy embarcou para Berlim, onde se avistou com a chanceler Angela Merkel, que exerce a presidência rotativa da União Européia.
A secretária nacional do Partido Comunista Francês, Marie-George Buffet -candidata presidencial com menos de 2% dos votos no primeiro turno de 22 de abril-, publicou declaração em que elogia a decisão do presidente sobre Môquet.


