Sarkozy e Lula assinam acordo militar
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domingo, 06 de setembro de 2009
Folhapress 
São Paulo - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, será o convidado de honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as comemorações do 7 de Setembro hoje, em Brasília. Porém, o objetivo principal da viagem é selar um acordo militar com o governo brasileiro avaliado em 8,5 bilhões de euros.
Sarkozy vem acompanhado de uma comitiva formada por empresários franceses e parte de sua equipe de governo, o que inclui os ministros de Negócios Estrangeiros, Cultura e Comunicação, Defesa, Economia e Comércio Exterior, Imigração, entre outros. Hoje, a partir das 9 horas, o presidente francês assiste ao desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios.
Ao final das comemorações, Lula e Sarkozy se reunirão no Palácio da Alvorada, onde o presidente francês receberá a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul no grau Grande Colar, a mais alta condecoração do Estado brasileiro. Após a homenagem, os dois presidentes terão um encontro particular e, depois, deverão assinar acordos bilaterais nas áreas de defesa, cooperação policial, imigração, transportes, agricultura e tecnologia, entre outras. Sarkozy deve retornar diretamente a Paris ainda na segunda-feira.
O acordo mais importante dos que serão assinados durante a visita do presidente francês se refere à construção conjunta de um submarino de propulsão nuclear e outros quatro convencionais do modelo francês Scorpene, assim como do estaleiro onde serão fabricados os navios e de uma base naval de apoio.
O convênio também inclui 50 helicópteros de transporte franceses EC-725 para as Forças Armadas brasileiras, que serão fornecidos entre 2010 e 2016 por um consórcio formado pela brasileira Helibras e pela europeia Eurocopter, filial do grupo europeu EADS.
Para concretizar a operação, o Senado brasileiro aprovou a contratação de empréstimos no valor de US$ 8,671 bilhões com um grupo de bancos europeus. O Tesouro brasileiro financiará o resto desta operação, à qual o Ministério da Defesa deu caráter de estratégica, pois busca reforçar a vigilância na plataforma marítima do país, onde foram descobertas grandes reservas de petróleo e gás.


