Sarkozy defende o Brasil no Conselho da ONU
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quarta-feira, 09 de janeiro de 2008
France Presse 
Paris - ''A França defenderá a posição de que Brasil, Alemanha, Índia, Japão e um país africano sejam membros permanentes do Conselho de Segurança dentro da reforma das Nações Unidas'', declarou ontem o presidente francês Nicolas Sarkozy, em entrevista coletiva no palácio do Eliseu, na qual falou sobre seus projetos de política nacional e internacional e respondeu a perguntas sobre seu provável casamento, o terceiro, com a ex-modelo italiana Carla Bruni.
''Como querem que isso (o Conselho de Segurança) funcione bem? Temos uma organização do século XX para o século XXI e isso não vai funcionar'', afirmou o presidente, cujo país defende regularmente a entrada desses países no círculo restrito dos membros permanentes do Conselho.
''Não vamos acertar os grandes assuntos do planeta sem pedir a opinião de um país africano (...) e um sul-americano. Por isso a França será a advogada desses países para pedir uma organização que corresponda ao mundo de hoje e não ao mundo de ontem'', acrescentou.
Sarkozy também voltou a defender o acesso dos países árabes à energia nuclear. ''É preciso ajudá-los pelo caminho do desenvolvimento e abrir o acesso aos programas nucleares civis. E acrescento que se escolherem a tecnologia francesa, será ainda melhor.''
Sarkozy também falou sobre sua vida particular durante a coletiva. Ele respondeu que o relacionamento com a ex-modelo e cantora italiana Carla Bruni ''é sério e, apesar de ter tentado criar mistério'', aventou sobre um provável casamento, do qual a imprensa tomará conhecimento ''quando já tiver sido realizado''.


