Bogotá - O processo de paz entre o governo da Colômbia e a guerrilha das Farc terá início na primeira quinzena de outubro em Oslo e depois prosseguirá em Havana, anunciou ontem o presidente Juan Manuel Santos em um discurso à nação.
Santos ressaltou que as conversações terão um prazo. ''Será medido em meses, não em anos'', frisou. Cerca de uma hora depois, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia confirmaram em Havana o início das negociações, por meio uma mensagem gravada de seu líder Timoleón León Jiménez (Timochenko).
A mensagem anuncia ''o encerramento das conversas exploratórias e o início das negociações como parte do árduo, mas necessário caminho da construção da paz, estável e duradoura para a Colômbia'', disse o Comandante Mauricio Jaramillo, ao lado de outras cinco pessoas, no Palácio de Convenções de Havana.
A delegação das Farc no encontro exploratório, integrada por Jaramillo, Andrés Paris, Ernest Aguilar, Sandra Ramírez e Marcos León, marcou uma entrevista coletiva à imprensa para amanhã às 10h00 locais (11h00 de Brasília) no mesmo local, sem dar maiores detalhes.
Segundo o presidente, ''as operações militares continuarão com a mesma ou com mais intensidade''. ''Este acordo não é já a paz, nem se trata de um acordo final. É um mapa do caminho com precisão dos termos de discussão para chegar a este acordo final'', explicou.

mockup