Sangria se populariza no Iraque
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segunda-feira, 11 de junho de 2007
France Presse 
Bagdá- Os iraquianos recorrem cada vez mais à sangria, uma terapia que data da antiguidade e que voltou a se tornar popular no centro e no sul do país, onde os moradores sofrem o estresse da violência e da guerra. ''Antes me sentia fraco, mas agora sinto que aconteceu uma mudança magnífica no meu corpo'', disse Mushtaq Razzaq, um homem de 20 anos adepto da sangria.
''Os sírios, os chineses e os habitantes do Egito antigo recorriam todos à sangria para aspirar o sangue corrompido'', explica Hajam, enquanto tira sangue das costas de um homem em sua sala no grande bairro popular xiita do nordeste de Bagdá.
Murtada Abu Ali, que também se submete assiduamente às sangrias (hijama, em árabe), afirma que esta terapia busca efeitos benéficos que não podem ser obtidos com a medicina moderna. ''Eu me cansei dos analgésicos prescritos pelos médicos para minhas dores no pescoço, por isso decidi recorrer ao hijama e isto me parece muito bom. Recomendo a todo o mundo que experimente'', aconselha.
A sangria se baseia numa teoria segundo a qual as doenças são resultantes da contaminação e do desequilíbrio dos fluidos corporais, sobretudo o sangue e a bílis. Esta terapia, utilizada há muito tempo nos países do Golfo, consiste em fazer incisões no corpo e tirar sangue através de uma ventosa. A sangria permite usar o sangue e melhorar a circulação, em particular nos pequenos vasos sanguíneos, segundo seus defensores.
''O percentual de cura é bastante elevado, sobretudo naquelas pessoas que sofrem de doenças do coração e das artérias, bem como nos diabéticos'', disse Hajam.


