Washington - Após uma reunião cercada de expectativa com o presidente Barack Obama, o senador Bernie Sanders prometeu ontem trabalhar junto com Hillary Clinton por uma vitória nas eleições presidenciais de novembro, mas evitou expressar apoio claro à ex-chanceler, que o derrotou na disputa pela candidatura democrata à Casa Branca. Hillary selou sua vitória nesta semana, ao atingir o número necessário de representantes do partido nas primárias democratas.
Num curto pronunciamento ainda no jardim da Casa Branca, Sanders deu indicações que confundiram os analistas, mas também deu sinais de reconhecer que sua caminhada rumo à Presidência chegou ao fim. O senador disse que conversou com Hillary para dar-lhe os parabéns "por uma forte campanha" na noite de terça, a mesma em que ela fez seu discurso da vitória com ênfase na importância histórica de uma mulher ter se tornado pela primeira vez a candidata presidencial de um grande partido político nos EUA.
"Espero encontrá-la no futuro próximo para ver como podemos trabalhar juntos para derrotar Donald Trump", afirmou Sanders, em referência ao candidato presidencial do rival Partido Republicano.
O esperado endosso a Hillary, porém, não ocorreu. Por um lado, Sanders afirmou que ainda espera os resultados finais das prévias da Califórnia e que levará as propostas de sua campanha à convenção democrata em julho, que oficializará a escolha do candidato democrata. Por outro, prometeu fazer tudo o que puder para impedir que Trump seja eleito presidente dos EUA. Para ele, isso seria "um desastre". "É inacreditável que em 2016 um candidato tenha como base de sua campanha a intolerância e a discriminação", atacou. "Nem preciso dizer que farei tudo o que puder, e trabalhei o máximo possível, para impedir que Donald Trump se torne presidente dos Estados Unidos."

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