Salvadorenhos pedem ajuda
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001
Associated Press De San Salvador 
Com hospitais reclamando da falta de leitos, sangue e medicamentos, autoridades de El Salvador lançaram ontem um apelo à comunidade internacional para que ajude as milhares de vítimas do segundo terremoto mortal a atingir o país em menos de um mês.
Desesperados, moradores de vilas em torno da Rodovia Pan-Americana, que liga a zona atingida pelo tremor à capital, colaram papéis nos sinais de trânsito e na margens da via nos quais se lia mensagens como: Precisamos de ajuda, Precisamos de comida e Precisamos de água.
As reservas dos bancos de sangue estão acabando, precisamos de doadores com urgência, e os hospitais não têm mais espaço, afirmou o porta-voz da Cruz Vermelha de El Salvador, Carlos Lopez. Através do país, centros médicos que já estavam lotados com as vítimas do terremoto anterior não têm condições de receber mais feridos.
Ontem, o Comitê Nacional de Emergências divulgou mais um boletim com o números do tremor da terça-feira, que atingiu 6,6 graus na escala Richter: 276 mortos, 2.715 feridos, 17.925 casas destruídas e aproximadamente 123.000 pessoas desabrigadas. No terremoto anterior, de magnitude 7,6 graus, ocorrido em 13 de janeiro, 844 pessoas morreram.
Sem esperançasOs organismos de socorro já não têm mais esperança de encontrar com vida os soterrados no terremoto que abalou El Salvador esta semana, revelou uma fonte humanitária. As esperanças de encontrar alguém com vida diminuem com o passar das horas e, em alguns casos, a remoção dos escombros fica cada vez mais difícil pelo risco de desabamento, disse à AFP o porta-voz da Cruz Vermelha, Carlos López.
VisitaA rainha Sofía de Espanha visitou, ontem, a colônia Las Colinas, 12 km a oeste de San Salvador. A soberana espanhola, que desembarcou na tarde de quarta-feira no país centro-americano foi a Las Colinas acompanhada da primeira-dama salvadorenha, Lourdes de Flores.


