Sagração dos novos cardeais 4ª-feira
Com a sagração, quarta-feira, dos 44 novos cardeais pelo Papa João Paulo II, o número de cardeais do Sacro Colégio da Igreja Católica se elevará ao nível recorde de 184. Entre eles, 49 têm mais de 80 anos e não podem, por isso, participar no conclave na Capela Sixtina para a eleição de um novo Papa.
O Sacro Colégio está fortemente marcado pelo pontificado de João Paulo II, um dos mais longos da história da Igreja Católica, que sagrou em 23 anos de reinado 201 cardeais, dos quais 160 ainda vivem.
Só resta no Colégio cardinalício um cardeal nomeado por João 23 (o austríaco Fraz Koenig, de 95 anos) e outros 23 nomeados por Paulo VI, dos quais somente 10 têm menos de 80 anos e o direito de eleger o Papa. Dois deles, o senegalês Hyacinthe Thiandoum e o brasileiro Paulo Evaristo Arns, perderão esse direito este ano.
Um eventual conclave imediato estaria integrado por mais de 90% de cardeais nomeados por João Paulo II.
Com os novos cardeais, um eventual conclave estaria integrado por 65 europeus (dos quais 24 italianos), 27 latino-americanos, 13 norte-americanos, 13 africanos, 13 asiáticos e 4 oriundos da Oceania.
Os cardeais da América Latina provêm de 14 países: Brasil (8, 7 dos quais eleitores), México (4 3 eleitores), Argentina (4 2 eleitores), Colômbia (3 eleitores), Chile (3 2 eleitores), Venezuela (3 2 eleitores), Nicarágua (1 eleitor), Porto Rico (1 eleitor), Rep. Dominicana (1 eleitor), Cuba (1 eleitor), Equador (1 eleitor), Honduras (1 eleitor), Peru (1 eleitor) e Bolícia (1 eleitor).
O cardeal mais jovem continua sendo o arcebispo de Sarajevo, monsenhor Vinko Puljic, 55 anos, enquanto o decano do Sacro Colégio é o italiano Corrado Bafile, de 97 anos.
Novo PapaO arcebispo de Caracas, um dos 44 clérigos que serão nomeados cardeais pelo papa João Paulo II na quarta-feira, levantou a possibilidade de um latino-americano vir a ser escolhido como o próximo pontífice. Eu creio que é provável, disse monsenhor Ignacio Velasco García, durante uma entrevista concedida à imprensa. Mas isto é apenas uma conjectura, porque em um conclave muitas coisas podem acontecer.
Nunca se pode saber, mas (o próximo papa) também poderá ser um cardeal latino-americano, disse o prelado. Certamente ele terá alguns votos, acrescentou Velasco García, levantando sua mão para indicar que ele próprio estaria entre os que votarão a favor de um latino-americano.





