Bagdá Um membro do Conselho de Governo transitório iraquiano, Muaffak Al Rubai, afirmou ontem durante uma entrevista coletiva em Bagdá que o deposto presidente Saddam Hussein, capturado sábado passado, está detido próximo à capital e que será julgado no país.
''Saddam está em Bagdá e permanecerá aqui até que seja julgado no Iraque'', declarou Rubai, acrescentando que o julgamento do ex-ditador ''será público''.
Os americanos não deram nenhuma indicação sobre o local de detenção de Saddam Hussein após sua captura em Al-Daur, ao sul de Tikrit, norte do Iraque, mais de oito meses após a queda de seu governo.
Rubai encontrou-se com Saddam Hussein no dia seguinte da captura, informando domingo ter sido levado pelos americanos para identificar o ex-ditador num local não preciso de Bagdá.
''Não ficou ainda decidido se (Saddam Hussein) é um prisioneiro de guerra que se beneficia dos direitos previstos pelas convenções de Genebra e de Haia, ou se é acusado de crimes contra a humanidade, o que o privaria desses direitos'', comentou Rubai. ''É uma questão jurídica'' que deve ser solucionada.
A esta altura da entrevista, Adnane Pachachi, um outro membro do Conselho, interveio para dizer que ''os especialistas internacionais seriam bem-vindos'' ao julgamento. ''Poderiam mesmo serem designados''. Segundo Rubai, será o julgamento do século.
Bush sobe O índice de aprovação do presidente americano, George W. Bush, subiu 6 pontos após a captura do ditador iraquiano Saddam Hussein, mas a posição dos americanos em relação à guerra não mudou significativamente, revela uma pesquisa divulgada terça-feira.
A pesquisa The New York Times/CBS mostrou que o índice de aprovação de Bush subiu de 52% para 58% após a prisão de Saddam Hussein. A mesma enquete revela que 82% dos americanos acreditam que a guerra continua, e apenas 24% pensam que os ataques contra as tropas americanas no Iraque diminuirão após a prisão de Saddam Hussein.

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