Saddam reitera que não quer guerra
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2003
France Presse 
Bagdá O presidente iraquiano Saddam Hussein afirmou ontem, em entrevista à rede estatal de televisão, que seu país ''não deseja guerra'' com os Estados Unidos, mas acrescentou que ''combateremos'' se formos obrigados.
''Daremos graças se Deus quiser que este povo recupere todos seus direitos sem lutar. Mas também agradeceremos a Deus se decidir que os iraquianos devam fazer a guerra para garantir seus direitos'', disse, dirigindo-se a uma delegação de chefes tribais jordanianos.
Posição dos juristas Uma declaração unilateral de guerra contra o Iraque seria considerada um ato de ''agressão'' pelo direito internacional, anunciaram 130 juristas em texto divulgado ontem por uma universidade de Bruxelas. ''Se o Iraque não respeitar'' suas obrigações, principalmente em matéria de desarmamento, ''os Estados em conflito, como os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha, devem buscar uma solução pacífica para suas divergências'' se a ONU não se pronunciar a respeito, consideraram os juristas numa ''petição encaminhada aos poderes políticos do mundo inteiro''.
''A explosão unilateral de uma guerra geral contra o Iraque (...) representaria a ruptura da paz caracterizando-se em ato de agressão contemplado como tal no direito internacional'', frisaram.
Inspeção Os especialistas em armas da ONU inspecionavam ontem o ''Palácio da República'' em Bagdá, em sua segunda visita desde novembro passado a este local considerado ''sensível'' pelos inspetores.
Veículos utilitários da ONU encontravam-se estacionados no interior do complexo presidencial, onde está situado o gabinete do chefe de Estado iraquiano. Não se sabe, por ora, se Saddam Hussein se encontra no local.
Em 3 de dezembro passado, os especialistas em armas inspecionaram sem obstáculos outro palácio presidencial, o de Al Sekhud, em Bagdá.
A inspeção das instalações presidenciais foi um dos pontos de desacordo entre Bagdá e a missão da ONU anterior, a Unscom (1991-1998).


