Saddam prefere a morte ao exílio
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terça-feira, 18 de março de 2003
France Presse 
Bagdá Pressionado pelos Estados Unidos para que abandone o Iraque até amanhã, o presidente iraquiano Saddam Hussein, que governa com mão-de-ferro há cerca de 25 anos o país, declarou em várias ocasiões que prefere a morte ao exílio.
Apesar de duas guerras e de um embargo que deixou o país completamente enfraquecido, Saddam Hussein, que completa 66 anos em abril, quer associar eternamente seu nome à história moderna do Iraque, onde a poderosa máquina de propaganda lhe concedeu o título de herói nacional e do mundo árabe.
O chefe do Estado iraquiano, inabalável, ignorou totalmente os pedidos similares que se multiplicaram durante as últimas semanas e cuja simples citação irrita as autoridades de Bagdá. ''Qualquer um que abandone sua nação intimidado por outro, não respeita os verdadeiros princípios. Morreremos neste país e preservaremos nossa honra, a honra que devemos ao nosso povo'', declarou Saddam no mês passado numa entrevista a uma emissora norte-amercana.
Rejeição O Conselho do Comando da Revolução e a direção do Partido Baath, no poder no Iraque, rejeitaram ontem o ultimato dado pelo presidente George W. Bush, durante uma reunião presidida por Saddam Hussein, anunciou a televisão local. Além disso, o chefe de Estado iraquiano, ao presidir a reunião semanal do Conselho de ministros, anunciou a vitória na luta contra os EUA.


