São Paulo - O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein continuava em greve de fome ontem em protesto contra a morte de Khamis al Obeidi, um de seus advogados de defesa.
''Saddam e outros 55 detidos (ex-oficiais do regime do ex-ditador) estão em greve de fome desde quarta-feira, após o assassinato se Al Obeidi'', afirmou o chefe da equipe de defesa, Khalil al Dulaimi.
Segundo ele, a greve começou com o objetivo de ''obter garantias dos Estados Unidos e da comunidade internacional sobre a proteção de membros da equipe de defesa''.
''A equipe de defesa entrou em contato com a União Árabe de Advogados, a União Internacional de Advogados, a ONU e outras partes envolvidas para evitar o assassinato de outros advogados'', afirmou Al Dulaimi. Um porta-voz do Exército americano afirmou, no entanto, que ''não tem notícias sobre a greve''.
O ex-ditador e sete de seus ex-colaboradores são acusados das mortes de 148 xiitas em Dujail, norte do Iraque, em 1982, após uma tentativa de assassinato contra Saddam.
Os grevistas estão, segundo uma fonte americana, ''em boas condições de saúde e receberam os cuidados apropriados. Eles serão acompanhados por uma equipe médica para evitar uma degradação de sua saúde''.

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