BagdáTodo ataque contra ''árabes e muçulmanos'' está condenado ao fracasso, afirmou ontem o presidente iraquiano, Saddam Hussein, referindo-se às ameaças norte-americanas de atacar o Iraque ''Todos os impérios e os que carregam o caixão do mal foram enterrados com seus sonhos mórbidos quando quiseram fazer mal aos países árabes ou muçulmanos'', declarou o presidente iraquiano em discurso durante o 14º aniversário do fim da guerra Irã e Iraque.
Na ocasião, ele também pediu à ONU que respeite seus ''compromissos'' com o Iraque, previstos pelas resoluções do Conselho de Segurança.
''Responder às perguntas feitas pelo Iraque, assim como o respeito por parte do Conselho de Segurança dos compromissos previstos nas resoluções, são o caminho a seguir para resolver o problema iraquiano'', acrescentou Saddam Hussein.
No marco de seu diálogo com a ONU para uma retomada das inspeções de desarmamento, o Iraque apresentou ao Conselho de Segurança uma série de propostas, até agora sem resposta, sobre o levantamento do embargo e o respeito da soberania iraquiana.
Além disso, o chefe de Estado disse que a liguagem da força e a ameaça ''não são o caminho a seguir se os Estados Unidos querem a paz e a segurança para seu povo''.
Guerra urbanaO presidente iraquiano, Saddam Hussein, pretende fazer frente a uma eventual invasão norte-americana reunindo suas tropas em cidades-chaves, informou ontem o jornal Los Angeles Times. O líder iraquiano evitará a luta no deserto, onde os tanques e aviões norte-americanos levam vantagem e, em contrapartida, levará as forças inimigas para dentro de Bagdá e outras grandes cidades, indica o jornal, baseado em entrevistas com oficiais de inteligência tanto ativos como desertores.
Reação dos EUAOs Estados Unidos consideraram ''fanfarronada'' o discurso do presidente iraquiano Saddam Hussein, que disse que ''derrotará qualquer um que quiser agredir árabes e muçulmanos''. ''Hussein tem que cumprir as responsabilidades estipuladas no fim da Guerra do Golfo Pérsico em 1991'', disse o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, no Texas, onde o presidente George W. Bush se encontra de férias.
O porta-voz reiterou que o Presidente não decidiu ''um plano de ação concreto'' a respeito do Iraque e destacou que, tal como Bush disse anteriormente, antes de atuar consultará amigos e aliados, assim como o Congresso dos EUA.
Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Reeker, considerou um discurso ''fanfarrão de um ditador isolado do mundo''.

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