Saddam Hussein morre enforcado em Bagdá
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domingo, 31 de dezembro de 2006
Das Agências 
O ditador iraquiano Saddam Hussein, 69, morreu enforcado por volta das 6h da manhã de ontem (1h da madrugada em Brasília), na Zona Verde de Bagdá, região fortemente protegida da capital iraquiana, em cumprimento à sentença determinada pela Justiça daquele país em 5 de novembro.
A condenação foi dada a Saddam por sua participação nos assassinatos de 148 xiitas da cidade de Dujail, depois do fracasso de um complô para matá-lo em 1982, assim como pela tortura e deportação de centenas de moradores de Dujail.
Um tribunal de apelações de Washington havia rejeitado sexta-feira o pedido formulado pelos advogados do ex-presidente do Iraque para impedir a sua execução.
A execução foi festejada com disparos para o ar por uma multidão reunida no centro de Najaf, cidade santa xiita no sul do Iraque. Em Bagdá, a morte do ex-ditador foi comemorada com rajadas de armas automáticas, especialmente nos bairros de maioria xiita, mas a situação era tranqila na maior parte da capital. Na cidade sunita de Tikrit, feudo de Saddam Hussein a 60 km ao norte da capital, o anúncio da execução foi recebido com calma. Ontem, os fiéis foram às mesquitas em total normalidade, sem manifestar seus sentimentos pela execução do ex-ditador.
Enterro - Raghad Saddam, a filha mais velha do ditador iraquiano, pediu que seu pai seja enterrado em Sana, capital do Iêmen, informou a rede de televisão ''Al Jazira''. Segundo a emissora, que cita ''fontes iemenitas'', Raghad pediu ao governo iemenita que ''intervenha para que Saddam Hussein seja enterrado em Sana''.
Raghad vive na Jordânia desde a queda do regime de seu pai, em abril de 2003. Ela quer que o corpo seja enterrado no Iêmen de forma provisória, para ser levado de volta ao Iraque após ''a saída das tropas de ocupação do país'', acrescentaram as fontes.
União - O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, mostrou satisfação com a ''execução do criminoso Saddam'', mas fez uma pedido de reconciliação aos partidários do ex-presidente cujas ''mãos não estejam manchadas de sangue''. Em comunicado, o primeiro-ministro afirmou que ''foi feita justiça em nome do povo iraquiano com a execução do criminoso Saddam, o que torna impossível a volta da ditadura e do partido único. Trata-se de uma lição para todos os déspotas que cometem crimes contra seu próprio povo.''


