Najaf, Iraque O apelo para ''resistir pacificamente'' ante a violência e a ''ocupação'' do Iraque, pronunciado ontem durante as orações na grande mesquita de Najaf, não conseguiu acalmar a ira nos corações dos xiitas, que não esquecem as imagens do sangrento atentado praticado há uma semana neste lugar sagrado.
''Morte ao Baath (partido do ex-presidente Saddam Hussein) e aos Estados Unidos! Jihad (guerra santa)!'', clamavam centenas de xiitas no mesmo lugar onde explodiu, há sete dias, o carro-bomba, que matou mais de 80 pessoas.
A poucos metros podem ser observados os restos macabros do atentado: pequenas lojas reduzidas a escombros, numerosas paredes destruídas e os impactos da explosão no lado lateral direito da mesquita, o lugar sagrado dos xiitas iraquianos, onde repousam os restos do imã Ali, genro de Maomé e fundador desta tendência do Islã.
As paredes desse lado do templo estão cobertas de mensagens de pêsames enviadas por autoridades locais e líderes religiosos e por imagens do aiatolá Mohammed Baqer Al Hakim, líder espiritual xiita, que morreu no atentado.
Do telhado do templo, vários guardas armados vigiavam a manifestação.

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