France PresseIsrael teme a guerra químicaO Iraque instalou ontem novas famílias como escudos humanos para prevenir um eventual ataque militar americano, enqanto boa parte do resto do mundo pressionava Washington para que não venha a optar por esse caminho.
O presidente iraquiano, Saddam Hussein, afirmou ontem que seu país não busca uma confrontação com a admistração norte-americana e deseja uma solução pela via do diálogo, segundo informou a agência oficial INA.
‘‘O Iraque não procura a confrontação com a administração norte-americana e deseja, se possível, chegar a uma solução através da qual o Conselho de Segurança cumpra seus compromissos em relação ao Iraque. Assim ficaremos felizes’’, declarou o presidente Saddam Hussein. O presidente iraquiano fez tais declarações durante uma reunião do Conselho de Ministros, assinalou a INA.
Ontem, dezenas de famílias foram instaladas nas fábricas de Bagdá e seus subúrbios, inclusive entre as máquinas que continuam funcionando, segundo os jornalistas que fizeram uma visita organizada.
A imprensa iraquiana anunciou que os ‘‘fedayines de Saddam’’, um corpo de voluntários, já estão preparados para um ataque americano e o jornal oficial ‘‘Al-Joumhouriya’’ garante que o Iraque já reuniu condições para a vitória, uma vez que os ‘‘Estados Unidos estão isolados em relação ao uso da força contra Bagdᒒ.
De fato, está crescendo a oposição da comunidade internacional quanto a uma ação militar. O Kuwait defendeu ontem uma solução pacífica para salvaguardar sua segurança nacional. O conselho de ministros kuwaitiano pediu à comunidade internacional que prossiga em seus esforços para obrigar o Iraque a acatar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Na Jordânia, o príncipe herdeiro Hassan Ibn Talal afirmou que a imagem americana se ressentirá no caso de uma ação militar contra o Iraque. A Síria, por sua parte, através de seu ministro da Defesa, Mustafá Tlass, também rejeitou um possível ataque americano.
A Turquia pediu ontem que prossigam os esforços diplomáticos. No Vaticano, o Papa João Paulo II manifestou seu desejo de que não se abandone o caminho do diálogo e da diplomacia.

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