Bagdá - O Iraque se apresentou como uma ''fortaleza inexpugnável'' frente a um eventual ataque militar dos Estados Unidos destinado a acabar com o regime do presidente Saddam Hussein, a quem Washington acusa de produzir armas de destruição maciça.
Ao mesmo tempo, Bagdá mantém um mutismo total sobre o bombardeio maciço lançada na quinta-feira por aviões americanos e britânicos no oeste do país, que foi confirmado pelo ministério britânico da Defesa, que no entanto se negou a precisar sua magnitude.
''Como sempre, essas operações acontecem em resposta às ameaças contra aviões da coalizão'' britânico-americana, segundo o ministério, que se referia aos aparelhos que sobrevoam as zonas de exclusão aérea impostas por Londres e Washington no norte e no sul do Iraque desde a guerra do golfo.
Bagdá não manifestou nenhuma reação oficial. Reagindo à campanha do presidente americano, George W. Bush, para preparar um ataque contra o Iraque, o jornal iraquiano As Saura escrevia: ''O presidente Bush tem que meter na cabeça que o Iraque está unido e constitui uma fortaleza inexpugnável e hermética''.
As Saura chama de ''puras mentiras'' as declarações nas quais o primeiro-ministro britânico Tony Blair assegurava que ''nas próximas semanas'' serão publicados documentos que demonstram que o Iraque reconstruiu seu arsenal. ''Como pode o Iraque produzir armas químicas, bacteriológicas ou nucleares, quando sequer tem os meios para fazer isso por causa do embargo que a ONU impõe desde 1990'', pergunta.

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