Saddam assume por mais 7 anos
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quinta-feira, 17 de outubro de 2002
France Presse 
BagdáO presidente iraquiano Saddam Hussein incluiu, ontem, o confronto entre Bagdá e Washington num contexto de ''luta entre o bem e o mal'' e apelou aos cidadãos para combaterem ''valorosamente'' um possível ataque, após ter feito o juramento no cargo, para um novo mandato de sete anos. ''A questão iraquiana não é mais um assunto que diga respeito ao Iraque como em 1995 (data do referendo precedente), ela não é mais uma questão árabe mas está no centro da luta entre o bem e o mal'', afirmou em discurso transmitido pela TV estatal.
Saddam Hussein usou quase os mesmos termos empregados pelo presidente norte-americano George W. Bush que evocou a mesma visão para pintar a luta entre seu país e o terrorismo internacional após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Saddam Hussein advertiu sobre as consequêences da política norte-americana pelo que, segundo ele, ''o sangue chamará o sangue''.
''Juro por Deus todo poderoso, por minha honra e minha fé, que preservarei a independência e a integridade territorial do Iraque, e que salvaguardarei o sistema republicano e os princípios da Revolução de 17 de julho'', disse o presidente.
Com a mão direita sobre uma cópia do Alcorão, Saddam Hussein chegou a gaguejar de emoção, respirando profundamente duas vezes antes de começar a leitura.
Brasil pede solução diplomáticaO Brasil manifestou ontem, nas Nações Unidas, sua posição contrária a um ataque militar contra o Iraque, incentivando a comunidade internacional a ''esgotar as alternativas diplomáticas'', durante o debate público no Conselho de Segurança sobre a política a ser aplicada em relação a esse país. ''O uso da força em nível internacional é apenas admissível uma vez esgotadas as alternativas diplomáticas'', disse o embaixador brasileiro na ONU, Gerardo Fonseca.


