Londres - O ditador iraquiano, Saddam Hussein, afirmou a um parlamentar britânico que permitirá a entrada de inspetores de armas da ONU no seu país, de acordo com o jornal ''The Sunday Mail''.
A informação foi concedida pelo deputado trabalhista George Galloway, que se reuniu com Saddam em um abrigo subterrâneo perto de Bagdá há poucos dias. O parlamentar já esteve diversas vezes em Bagdá. O Iraque não comentou a declaração.
Nos últimos dias, os Estados Unidos vem fazendo fortes ameaças de atacar o Iraque. O único governante das grandes potências ocidentais que disse dar aval a qualquer ação americana é Tony Blair, do Reino Unido.
Sábado, o presidente dos EUA, George W.Bush, afirmou que Saddam é um inimigo perigoso, mas ressaltou que não tem data precisa para uma ação militar contra o Iraque. Analistas afirmam que o ataque possa acontecer até novembro, quando serão realizadas eleições para o Congresso nos EUA.
Em entrevista para a rede de TV americana ABC, o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Saud al Faisal, disse que não permitirá que os EUA utilizem as bases militares instaladas em território saudita. ''Não há provas de uma ameaça iminente de ataque do Iraque contra outros países'', disse.
Um dos seis integrantes de grupos opositores que se reuniram em Washington com o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, e com o vice-presidente americano, Dick Cheney (participou por meio de videoconferência desde Wyoming), disse que os EUA deram uma mensagem clara de que querem mudanças em Bagdá.
''As autoridades americanas também compartilham do nosso ponto de vista, de que o Iraque deve ser livre e democrático e que viva em paz e harmonia com os seus vizinhos'', disse Sharif Ali ben al Hussein, do Movimento da Monarquia Constitucional, para a rede de TV americana NBC.
Senadores republicanos disseram que Bush deve atacar o Iraque o quanto antes, ''sem esperar para ser provocado, o que pode causar grande desastre''.

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