Madri Em vários países da Europa, pela América, na Ásia, o sábado foi marcado por manifestações e protestos contra a guerra deflagrada pela coalizão norte-americana britânica no Iraque.
Pelo terceiro dia consecutivo, mais de vinte cidades espanholas eram palco de novas manifestações contra a guerra no início da tarde de ontem. O ministro espanhol do Interior, Angel Acebes, minimizou a manifestação realizada na noite de sexta-feira em frente à embaixada dos Estados Unidos em Madri, que foi dispersada pela polícia antidistúrbios.
Acebes atribuiu a atuação policial cuja violência foi criticada por sindicatos e a oposição a ''minorias violentas que, em nome da paz, interrompem ruas, praças e estradas de maneira ilegal e apedrejam sedes de partidos e instituições''.
Meio centena de pessoas ficaram feridas durante os incidentes com a polícia, segundo os serviços de emergência, e quatro pessoas foram detidas.
As concentrações de protestos se realizaram, ontem, na capital, em Bilbao, Santander, Gijón (norte) e Girona (nordeste) e Guadalajara.
Outras manifestações aconteceram em Barcelona (nordeste), Albacete, Alcoi, Cidade Real, La CoruÀa, Cuenca, San Sebastián, Lérida, Santa Cruz de Tenerife, Tarragona, Toledo e Vigo.
Nos Estados Unidos Importantes manifestações contra a guerra foram realizadas ontem nos Estados Unidos, no terceiro dia da invasão ao Iraque.
A passeata em Washington convergiu para a Casa Branca e outros protestos se realizaram em Nova York, San Francisco, Los Angeles e outras cidades do país.
''Não deixaremos que o governo (do presidente George W.) Bush use os ataques de 11 de setembro para justificar um massacre não provocado'', declarou em um comunicado o grupo United for Peace and Justice NYC.
Desde o começo da guerra, na quinta-feira, centenas de protestos antibélicos já foram registrados nos Estados Unidos, com dezenas de milhares de manifestantes nas ruas, com alguns bloqueando o trânsito e enfrentando a polícia.
Mas paradoxalmente, as pesquisas mostram que o apoio à guerra também está crescendo. Pelo menos é o que a imprensa norte-americana proclama. As duas casas do Congresso aprovaram na manhã de sexta-feira resoluções de apoio à guerra e, segundo uma pesquisa Gallup-USA Today, três em cada quatro norte-americanos apóiam a guerra no Iraque, mesmo sem aprovação da ONU.
Em Washington, os veteranos de guerra, que se opõem em sua quase absoluta maioria à intervenção militar, anunciaram três dias de protesto, que incluem uma passeata hoje aos memoriais do Vietnã, Coréia e da Segunda Guerra Mundial.
Em Londres Milhares de pessoas começaram a desfilar pelo centro de Londres, nas primeiras horas da tarde de ontem, dentro da primeira grande manifestação nacional contra a guerra no Iraque desde que começaram as hostilidades.
Duas passeatas em separado se formaram por volta do meio-dia, em um ambiente familiar e sereno. Uma partiu de Gower Street, no bairro de Bloomsbury, e a outra da margem norte do rio Tâmisa, junto à estação de metrô de Embankment.
CNBB pede orações A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) distribuiu nota em que lamenta a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque e convida a população a rezar para que o conflito termine rapidamente. Na nota, a CNBB anuncia procedimentos para encaminhar ajuda solidária às vítimas e faz apelo a todos para que lutem pela paz, por um mundo mais justo e relações fraternas entre as pessoas e as nações.

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