Russos garantem que nível de radioatividade no Kursk é normal
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segunda-feira, 04 de setembro de 2000
France Presse De Moscou 
Autoridades russas afirmaram ontem que os níveis de radioatividade continuam normais no Mar de Barents após o naufrágio do submarino nuclear Kursk. O Ministério da Defesa continua dando preferência à hipótese de um choque com um submarino estrangeiro.
Nenhuma estação meteorológica da região notou um aumento de radioatividade na área do naufrágio, que aconteceu no último dia 12 de agosto, ou na costa da península de Kola (Noroeste da Rússia), explicou à agência de notícias Interfax Zoía Mokrusova, uma responsável do escritório de meteorologia russo. A maioria dos especialistas descartou a possibilidade de um desastre ecológico grave após o acidente com o Kursk, ainda que tenha chamado a atenção para o risco de vazamentos radioativos de amplitude variável.
Sobre as causas do naufrágio, que causou a morte dos 118 tripulantes, o número dois do estado-maior russo, general Valeri Manilov, afirmou que continua sendo preferida a hipótese de um choque com um submarino estrangeiro. Existem confirmações indiretas, declarou Manilov, citado pela Interfax. Segundo ele, as equipes de resgate russas encontraram restos que se parecem com as barreiras de proteção de uma torre de um submarino nuclear, americano ou inglês, a 50 metros do local do naufrágio.
O general russo precisou que, até o momento, foi impossível recuperar estes restos e acrescentou que navios de guerra russos estão vigiando a área. Americanos e britânicos já desmentiram várias vezes que um submarino de sua propriedade tenha colidido com o Kursk.


