Russos fazem retirada completa da Chechênia
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segunda-feira, 06 de janeiro de 1997
France Presse 
MOSCOU - As últimas tropas russas deixaram ontem a República da Chechênia, informou ontem o chefe do estado-maior das forças do Ministério do Interior, citado pela agência de notícias Interfax. Posso afirmar oficialmente que na Chechênia não resta um só soldado do ministério do Interior nem do ministério da Defesa, declarou o general Pavel Maslov.
Depois dos acordos de paz russo-chechenos firmados no final de agosto, os separatistas haviam exigido que os soldados russos abandonassem a Chechênia antes das eleições legislativas e presidenciais previtas para dia 27 nessa república.
Durante muito tempo Moscou ameaçou manter permanentemente as brigadas 205 w 101 (de 5.000 a 6.000 homens) com base permanente na Chechênia, apesar de que depois da esmagadora derrota que suas tropas registraram em agosto passado na Capital Grozny, sua presença militar tivesse sido reduzida; seus soldados quase não saíam de suas bases.
A conclusão da retirada russa da Chechência acontece depois de mais de dois anos de instalada a sangrenta intervenção na pequena república caucásica. Chega ao fim a desastrada intervenção russa iniciada a 11 de dezembro de 1994.
Os 21 meses de conflito deixaram entre 40.000 e 100.000 mortos, em maioria civis, segundo estimativas. Os reiterados reveses sofridos pelo contingente russo - que chegou a contar até com 50.000 homens - também custaram a vida a vários milhares de soldados. Até agora não se nenhum número oficial confiável.
Os separatistas não conseguiram apresentar um candidato comum às eleições presidenciais. Para os especialistas, isso dá a entender que a repúblicaa teria menos dificuldades para se acomodar dirigida por Aslán Masjadov do que em mãos de Chamyl Bassaiev. Bassaiaev é autor da espetacular tomada de reféns de Budennovsk (sul da Rússia) em junho de 1995.


