Em um assalto relâmpago, um comando de elite da polícia russa libertou os 28 passageiros e o motorista de um ônibus sequestrado na manhã de ontem por um checheno que exigia a libertação de separatistas da Chechênia presos no país.
O veículo fazia o trajeto entre a cidade de Nevinnomyssk a Stavropol, no sul da Rússia, a cerca de 1.500 quilômetros de Moscou. O sequestrador, identificado pelas autoridades russas como Sultan-Said Idiyev, de 34 anos, foi morto por um franco-atirador russo durante a operação que teria levado apenas 30 segundos, segundo oficiais do Serviço Federal de Segurança (SFS), um dos órgãos sucessores da KGB. Ele estava armado com um fuzil Kalashnikov e uma granada, além de trazer explosivos amarrados ao corpo. Alguns passageiros ficaram feridos por estilhaços de vidros durante o assalto e um outro por um disparo de Idiyev. Um homem suspeito de colaborar com Idiyev, misturando-se aos passageiros, está sendo interrogado pelos agentes russos.
Repleta de balneários populares nesta época do ano, a região de Stavropol fica perto da conflitiva república russa da Chechênia.
O motorista foi forçado a desviar o veículo para o aeroporto de Mineralnye Vodi, uma das principais cidades e resorts da região. De lá, o sequestrador pretendia fugir num helicóptero – uma das suas exigências para libertar os reféns. Ele também queria a libertação de cinco chechenos cumprindo pena por terem tomado passageiros de um ônibus como reféns em 1994, a entrega de fuzis Kalashnikov, munições e radiotransmissores.
Começaram então tensas negociações e o chefe do comando russo fingiu ter aceito as condições de Idiyev, transmitindo a informação à imprensa para desviar a atenção dele. A informação foi veiculada pelas rádios russas e ouvida por Idiyev, que acompanhava os noticiários. Logo depois, o comando de elite atirou perto do ônibus granadas de efeito moral e Idiyev teria colocado a cabeça para fora de uma janela para ver o que ocorria, e foi morto por um franco-atirador.

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