Dmitri Surtsev, da France Presse
de Duba-Iurt, Rússia,
O ministro russo da defesa, Igor Sergueiev, afirmou ontem que a operação militar da Chechênia terá terminado ‘‘dentro de um mês’’, ao mesmo tempo que seus oficiais destacavam que as forças federais infligiram duras perdas aos rebeldes nas montanhas.
É importante ‘‘acabar a fase militar da operação e passar a uma operação especial’’, que será desenvolvida somente pelo Ministério do Interior, informou o marechal Sergueiev.
Desde o início da intervenção terrestre na Chechênia, no dia primeiro de outubro, as autoridades russas já anunciaram várias vezes o fim da operação militar.
O alto comando militar tem anunciado que a operação terminará ‘‘antes da eleição presidencial’’, prevista para 26 de março.
Ontem, o estado-maior russo, citado pela agência de informação militar AVN, afirmou que 600 combatentes chechenos tinham morrido em uma semana nos combates que aconteceram no sul do território. Esta cifra não foi confirmada por fontes chechenas.
Por sua vez, oficiais russos ouvidos em Duba-Iurt, norte dos desfiladeiros de Argun, afirmam que os separatistas já lançaram a guerra de guerrilhas prometida pelo presidente checheno, Aslan Maskhadov.
‘‘Não encontramos uma resistência ativa, mas tememos que os rebeldes descem ao vale e se misturem aos civis’’, afirmou Serguei, um oficial russo de 35 anos. ‘‘A guerrilha já começou suas atividades e quase todas as noites há disparos contra nossas posições, que felizmente não deixaram vítimas’’.
O alto comando russo afirma que conseguiu colocar na montanha vários batalhões de pára-quedistas, armados com sistemas de artilharia de longo alcance, numa manobra que surpreendeu os separatistas, que não esperavam ser atacados por cima.
As armas de longo alcance dos russos têm impedido que os rebeldes possam revidar, e estes têm sofrido grandes perdas, segundo Moscou, que estima em 3.000 o número de combatentes que os russos enfrentam em Argun.

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