France Presse
De Moscou
O Estado-Maior russo afirmou ontem ter desembarcado, com o apoio de helicópteros, várias unidades de pára-quedistas nas montanhas do Sul da Chechênia, para atacar os independentistas nas regiões onde se encontram refugiados.
Ao mesmo tempo, a aviação continuou os bombardeios intensivos contra o que o Estado-Maior russo chama de ‘‘bases rebeldes’’, nas encostas de Argun e Vedeno, duas zonas montanhosas do sul da república, informou a agência Interfax, citando fontes militares.
Enquanto isso, em Moscou, o prefeito da capital, Yuri Lujkov, pediu o fim da guerra na Chechênia o mais rápido possível, apesar de a campanha militar contar com o apoio de 73% dos russos.
Lujkov pediu a criação de um ‘‘cordão de isolamento’’ em torno da Chechênia para isolar os independentistas, em lugar de lançar os soldados russos a uma operação terrestre de alto risco.
Segundo o Estado-Maior, unidades de pára-quedistas desembarcaram nas montanhas que dominam as aldeias independentistas.
Depois, as tropas federais ‘‘atacam de cima para baixo’’, utilizando canhões antitanque do tipo ‘‘PTOuR’’, com um alcance de 4,5 km. Os chechenos não têm armas suficientemente poderosas para responder e se vêem obrigados a recuar, segundo a mesma fonte.
Vítimas civisPelo menos 400 civis foram mortos, em consequência dos combates e bombardeios das últimas duas semanas nas populações a sudoeste de Grozny. A denúncia foi apresentada por um jornalista da AFP, que saiu ontem da zona de combates, após ouvir depoimentos de testemunhas dos conflitos.
Os combatentes chechenos que fugiram de Grozny se refugiaram, desde 30 de janeiro, em vários povoados, que têm sido duramente atacados.
Durante quatro dias, de 30 de janeiro a 2 de fevereiro, Aljan-Kala foi bombardeada pela artilharia e pela aviação, constatou o jornalista da AFP, bloqueado durante 10 dias na zona de combates.